bicho do mato

12.1.10

e olha só o Boris em 1968...

EXCLUSIVO: BORIS CASOY E O COMANDO DO TERROR, SEGUNDO A REVISTA "O CRUZEIRO"

8.1.10

Boris Casoy, Bárbara Gancia e Gari Negro Jobs


Desde o fatídico dia 31/12 ouço os burburinhos sobre o episódio em que nosso digníssimo expoente da mídia burguesa, Boris Casoy, graças a um vazamento de áudio, solta em rede nacional o que pensa sobre os garis da nossa cidade. Como sempre achei o cidadão um grandessíssimo escroto, nem me dei ao trabalho de ver o vídeo.


Daí hoje, lendo o jornal, me deparo com dois textos de pessoas que (peço desculpas pela minha ignorância! E isso não foi uma ironia) eu nunca tinha ouvido falar na minha vida, e que me deixaram curiosa quanto ao fato.


O primeiro era do Gari Negro Jobs, vereador de Goiânia, uma carta publicada no painel do leitor da Folha.


Escrevo tomado pela indignação quanto comportamento do apresentador e jornalista Boris Casoy. Sou gari e vereador da Câmara Municipal de Goiânia e tinha o maior apreço pelo trabalho da estrela do “Jornal da Band”, mas revejo minha posição.


Honestamente, eu não entendo por qual motivo ele tinha o maior apreço pelo trabalho da estrela em questão.


O segundo era um texto completamente cínico da senhora Bárbara Gancia, colunista da (mais uma vez) Folha.


(porque eu acho o Estado muito chato, então, geralmente prefiro ler a Folha)


Chamava:


Sirvam a cabeça do Boris com batatas!


Em destaque:


O colega Boris Casoy está sendo massacrado pela Santa Inquisição do politicamente correto.


E vamos ao texto, que já começa nojento:


Levante a mão quem tem simpatia por gari. Agora levante a mão quem já perdeu tempo conversando com um gari.


Na seqüência ela discorre rapidamente sobre uma tese do sociólogo Fernando Braga da Costa: “Garis – um estudo de psicologia sobre a invisibilidade pública”. Quando eu tinha uns 17 / 18 anos, li uma reportagem que falava sobre esse estudo e achei bem interessante, confesso que não me aprofundei muito, portanto, não tenho como julgar aqui a relevância do mesmo. Mas, basicamente, ele fala sobre o efeito da invisibilidade do uniforme, com ele a pessoa deixa de ser pessoa, e passa a ser gari, sendo ignorado, como se fosse parte da paisagem.


Depois de ler esse estudo, Bárbara nos conta, triunfante, que passou a dar bom dia para os garis e por causa disso, sente-se uma pessoa melhor.


Um simples bom dia custa-me muito pouco – e, se ele pode alterar o estado das relações entre garis e não garis, por que não buscar uma aproximação?


Esclareço também que contribuí com a caixinha de Natal para a limpeza da minha rua e que, ao menos por ora, estou em paz com meus conceitos e preconceitos e relação a garis e lixeiros.


Depois desse imenso gesto de bondade, ela se sente agora com a consciência limpa para defender seu colega Boris Casoy.


Foi infeliz o comentário do apresentador do “Jornal da Band”? Foi. Mas, vem cá: tem alguma relevância? Muda em iota todos os anos de excelentes serviços prestados por Boris Casoy ao jornalismo tapuia? É evidente que não.


De fato, é evidente que não muda em nada todos os anos de excelentes serviços prestados á mídia burguesa.


Chegando em casa, fui atrás do vídeo, e gostaria de finalizar compartilhando meu asco:


"Que merda, dois lixeiros desejando felicidades. .. Do alto das suas vassouras (risos)... Dois lixeiros... (risos). O mais baixo da escala do trabalho"

(Boris Casoy)

14.8.09

http://twitter.com/ogatocomeu

9.5.08

"Todo blogueiro apanhou na escola"
André Dahmer

12.9.07

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!


Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.

Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector.

3.9.07



www.malvados.com.br

17.7.07

Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo "clima", certa "preparação". Certa "grandeza".

...ela acontece de repente. E então o espanto e o dasamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo"eterno") cotidiano.

- Caio Fernando Abreu, "Em memória de Lilian".

Eu não esperava ter que repetir essa frase.

15.7.07

adocica, meu amor, adocica,
adocica, meu amor, a minha vida, oi...


tá que tá ficando
ficando muito legal
nosso amor é veneno
veneno do bem e do mal


adocica, meu amor, adocica,
adocica, meu amor, a minha vida, oi...

4.7.07

When I was just a baby my mama told me. Son,
always be a good boy, don´t ever play with guns.
But I shot a man in Reno just to watch him die
now every time I hear that whistle blowing I hang my
head and cry..

28.6.07